Mostrando postagens com marcador Meteorologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meteorologia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como é medida a umidade relativa do ar?

Assista a este vídeo produzido pela Defesa Civil e entenda como se determina a umidade relativa do ar, que tem estado bem baixa nos últimos dias.

Mas, o que é umidade relativa do ar? Por definição, umidade relativa do ar (UR) é a razão entre a pressão de vapor do ar e a pressão de vapor do ar medida em condições de saturação atmosférica, acima de uma superfície de água, por exemplo. De forma simplificada, podemos dizer que a umidade relativa do ar é a relação entre a quantidade de vapor de água presente na atmosfera e a quantidade máxima que poderia estar presente, na mesma temperatura. O conhecimento da UR é importante para a confecção de previsões meteorológicas, além de exercer grande influência na saúde humana.

UR e saúde humana

A baixa umidade relativa do ar pode trazer problemas para os seres humanos, como o ressecamento da pele, manifestações alérgicas e respiratórias, sangramento pelo nariz, irritação de mucosas, em especial dos olhos, acumulação de eletricidade estática em pessoas e objetos e aumento da ocorrência de incêndios por causas naturais. Desde 1991, a Unicamp divulga uma escala com o padrão de cuidados a serem tomados para diferentes níveis de UR. Trata-se da Escala Psicrométrica Unicamp para Indicação de Níveis de Umidade Relativa do Ar Prejudiciais à Saúde Humana.
  • Entre 20% e 30%: estado de ATENÇÃO
    • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15h.
    • Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
    • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.
    • Consumir água à vontade.
  • Entre 12 e 20%: estado de ALERTA
    • Observar as recomendações do estado de atenção.
    • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16h.
    • Evitar aglomerações em ambientes fechados.
    • Usar soro fisiológico para olhos e narinas.
  • Abaixo de 12%: estado de EMERGÊNCIA
    • Observar as recomendações para os estados de atenção e alerta.
    • Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16h, como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc.
    • Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc. entre 10 e 16h.
    • Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.

Determinação da umidade relativa do ar

Psicrômetro.
Tabela para determinação da umidade relativa do ar. (Fonte: Feira de Ciências - o Imperdível.)
Para determinar a UR usam-se dois termômetros: um termômetro de bulbo seco e um termômetro de bulbo úmido. Em princípio, são dois termômetros idênticos, colocados no mesmo ambiente, sendo que um deles tem seu bulbo envolvido por um tecido que fica o tempo todo em contato com água. O conjunto assim montado recebe o nome de psicrômetro.

O procedimento é simples: registra-se a temperatura indicada pelo termômetro de bulbo seco (TS); verifica-se a temperatura indicada pelo termômetro de bulbo úmido; registra-se a diferença entre as duas leituras. Pela simples consulta da tabela, encontra-se a umidade relativa do ar naquele instante.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E a faixa de Júpiter está voltando!

Lembram-se da faixa escura do hemisfério sul de Júpiter, que havia desaparecido desde o fim do ano passado e chegou a ser tema de questão do ENEM 2010? Então, pelo que mostram as observações feitas no Observatório Gemini (EUA), a faixa está reaparecendo.

Faixa escura reaparecendo em Júpiter. (Fonte: Gemini Obs.)
Imagens em infravermelho (falsa cor vermelha na fotografia acima) mostram um poderoso sistema de tempestade agindo na região, dispersando as nuvens claras de amônia, permitindo-nos visualizar novamente as nuvens escuras abaixo.

Percebem como o Universo é fascinante e dinâmico? Por muito pouco, aquela questão não teria existido!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

E a faixa de Júpiter?

Júpiter, o maior planeta do sistema solar, é um gigante gasoso que impressiona pelos seus números. Com massa igual a 1,9 × 1027kg (quase 320 vezes maior que a da Terra) e raio igual a 71 492km (11 vezes maior que o da Terra), apresenta 63 satélites conhecidos ao seu redor, quatro dos quais visíveis através de lunetas simples em noites sem Lua e sem nuvens.

Júpiter em julho de 2009.
Sua atmosfera apresenta uma alternância bem característica de faixas claras e escuras, além de alguns turbilhões, o maior dos quais é a grande mancha vermelha no hemisfério sul.

As faixas claras, denominadas zonas, são constituídas por nuvens de grande altitude, compostas principalmente por cristais de gelo de amônia. As faixas escuras, por outro lado, são denominadas cintas e apresentam nuvens de baixa altitude constituídas principalmente por compostos de enxofre e fósforo.

Essas faixas e turbilhões apresentam fenômenos meteorológicos severos em comparação com aqueles da Terra, com ventos de cerca de 560km/h. Consequentemente, a configuração e a composição química atmosféricas são bastante dinâmicas, mudando ao longo do tempo. Isso aconteceu, por exemplo, na última passagem do planeta por trás do Sol, em relação a nós.

Júpiter em maio de 2010.
A primeira cinta escura do hemisfério sul simplesmente desapareceu, dando lugar a uma faixa mais clara. Ora, temos aí algo que se parece com uma alteração da composição química dessa região, esperada por causa dos movimentos de circulação atmosférica. E é claro que, se houve alteração da composição química, espera-se que tenham ocorrido também mudanças na densidade do local. Muito provavelmente, camadas de nuvens de cristais de amônia ocuparam essa região do planeta, impedindo, assim, a visualização das nuvens escuras mais baixas.

Muito bem… Na prova do primeiro dia do ENEM 2010 apresentou-se uma questão em que se solicitava a explicação para tal fenômeno.


Notem como não há uma alternativa que explique o fato da melhor forma. Em princípio, houve uma redistribuição das nuvens. Porém, se nos preocuparmos em escolher uma explicação dentre as apresentadas, duas são plausíveis: D e E. Mas seria interessante destacar que não houve alteração da composição química ou da densidade das nuvens, mas da região.

Enfim, uma explicação definitiva para esse fenômeno só será possível após estudos mais aprofundados sobre a atmosfera joviana, possíveis após a análise dos dados enviados por atuais e futuras sondas que passem pelo planeta.

domingo, 26 de setembro de 2010

Como se forma uma tempestade de granizo?

No último dia 21 de setembro, os guarulhenses foram surpreendidos por uma grande tempestade de granizo, que destruiu lojas, casas e automóveis, e cobriu parte da cidade com uma espessa camada de gelo.


Mas como se forma uma tempestade de granizo?

Assista a este vídeo fantástico do History Channel que explica, através de computação gráfica, como se formam tais tormentas.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...