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segunda-feira, 11 de março de 2013

Ursinhos aquáticos alienígenas?

Tardígrado sobre musgo. (Fonte: Eye of Science/Science Source Images.)

Quer dizer que as pessoas começaram a falar sobre tardígrados? Por estar completamente alheio à mídia padrão, acabo não sabendo exatamente como surgem modinhas e comentários. Mas novos conhecimentos são bem-vindos ao público não especialista, não é verdade? Desde que bem embasados, é claro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

E o meteoro na Rússia?

Certamente todos viram ou ouviram falar sobre o meteoro nos Urais, região central da Rússia, na sexta-feira, 15 de fevereiro. Pois bem, tracemos alguns comentários!

Meteoro sobre os Urais, na Rússia. (Fonte: youtube.com.)
Em primeiro lugar, por que a demora em escrever este artigo? Afinal, a queda do corpo celeste ocorreu já há cinco dias! Simples: porque eu estava buscando material e informações confiáveis como fonte, evitando, assim, a propagação de numerosos mitos infundados que já surgiram internet afora.

Posto isso, o que sabemos com certeza? Bem, o corpo em questão é rochoso, com cerca de 10% de ferro, segundo evidências coletadas por cientistas da Universidade Federal dos Urais em 53 fragmentos recuperados num lago gelado da região.

Sabemos também que, segundo estimativas da NASA, a explosão liberou cerca de 500 quilotons de energia, algo 33 vezes maior que o liberado pela bomba nuclear lançada sobre Hiroshima em 1945, durante a II Guerra Mundial. Além disso, o estudo da "bola de fogo" que surgiu no céu quando da explosão mostrou que o corpo teria um diâmetro aproximado de 17m ao entrar em nossa atmosfera.

Segundo informações divulgadas por agências governamentais russas, a onda de choque gerada a 10 000 metros de altitude danificou mais de 4 700 edifícios e feriu mais de 1 000 pessoas, principalmente com estilhaços de vidro das janelas, gerando um prejuízo da ordem de 33,2 milhões de dólares.

Enquanto isso, pela internet...

É claro que já surgiram numerosos vídeos tratando deste assunto, com grandes doses de mentiras e sensacionalismo. Por exemplo, um vídeo garimpado no Youtube afirma que as forças armadas russas, ao perceber o corpo celeste, o teria atingido com um míssil para fragmentá-lo! Bem, não há fontes oficiais e/ou sérias que confirmem tal "informação".

Há também um youtuber que clama para si a primasia de exibir a cratera produzida pela queda. Há um porém: a imagem exibida não apresenta as características de uma cratera de impacto, embora seja impressionante, interessante e gigante!

A "Porta do Inferno", no Turcomenistão. (Fonte: youtube.com.)
Ora, a cratera em questão, com 70m de diâmetro, é consequência de uma perfuração realizada em 1971 no Turcomenistão, extinta União Soviética, que encontrou um bolsão de gás que fez o solo e a caverna implodirem. A quantidade de gás liberada pelo enorme buraco era tão grande que os geólogos resolveram atear fogo para extingui-lo "em alguns dias". Bem... Ainda está queimando, quase 42 anos depois!

Houve também a divulgação (UOL, por exemplo) de que o corpo teria cruzado os céus brasileiros antes de atingir seu destino. Porém, a análise das imagens dadas como evidência não apresentam as características de um meteoro, conforme destacou um grupo de meteorologistas do sul do Brasil. O laboratório da UFAL que havia divulgado a informação reconheceu o erro.

E a cratera verdadeira?

A cratera produzida por "nosso" astro foi encontrada num lago congelado e apresenta por volta de 8m de diâmetro. Os cientistas que a encontraram acreditam que será possível recuperar o que sobrou da explosão – o meteorito – no fundo do lago.

Cratera produzida pelo meteoro no lago Chebarkul. (Fonte: Ministério do Interior da Rússia.)
Enfim, episódios como este são comuns no planeta, sobre o qual caem toneladas de materiais celestes todos os dias. Em sua maioria, porém, tais objetos são muito pequenos, passando despercebidos para nós. Muitas vezes produzem um rastro luminoso à noite, configurando o que chamamos popularmente de "estrelas cadentes". Um corpo com as dimensões citadas, por outro lado, costuma atingir nosso planeta em períodos de aproximadamente 100 anos.

Antes deste, o maior caso registrado aconteceu em 1908, na Sibéria, quando um meteoro explodiu sobre a região de Tunguska provocando a queda de cerca de 80 milhões de árvores, com uma energia liberada da ordem de 10 megatons.

Árvores derrubadas em Tunguska, Sibéria, após a explosão de um meteoro em 1908. (Fonte: NASA.)
Em tempo: o meteoro de que tratamos neste post não tem qualquer relação com o asteroide que passou bem próximo à Terra também no dia 15 de fevereiro, a 27 700km de nosso planeta.

Ah! E lembre sempre:

  • Meteoro: fenômeno luminoso no céu, consequência da incineração de um corpo celeste que penetra nossa atmosfera.
  • Meteorito: fragmento de um corpo celeste que atinge a superfície do planeta após cruzar a atmosfera.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ondas eletromagnéticas atrasadas

Mars Rover Curiosity.
Clique para ampliar. (Fonte: NASA.)
Na madrugada do dia 6 de agosto de 2012, o jipe-robô Mars Rover Curiosity fez seu magnífico pouso em Marte, após 8 meses e 11 dias de viagem através do espaço interplanetário (ver post). Durante a arriscada manobra, o dispositivo enviou diversas informações à Terra, intermediadas pelo satélite Odissey, que se encontra orbitando Marte. Porém, quem acompanhou o evento ao vivo soube que as informações enviadas pelos Curiosity levavam cerca de 14min para chegar ao centro de controle da NASA. Por quê?!

Apesar das ondas de rádio, que são ondas eletromagnéticas, propagarem-se com uma velocidade muito alta, a maior do universo, cerca de 2,998 × 108m/s, a distância a ser percorrida é também enorme. Na data em questão, Marte encontrava-se a 1,659UA (unidade astronômica, equivalente a aproximadamente 1,496 × 1011m), ou 2,482 × 1011m, de nosso planeta.

Sendo a velocidade das ondas eletromagnéticas constante, podemos determinar o tempo necessário para recebermos as informações enviadas pelo robô através da equação



Assim,


É por isso que, enquanto acompanhávamos a chegada da cápsula à atmosfera marciana, o robô na verdade já estava em solo, inicializando seus sistemas e se preparando para enviar sua primeira imagem:

A primeira fotografia produzida pelo Curiosity, mostrando o solo marciano e seu pneu.
(Fonte: NASA.)



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cobertura ao vivo do pouso do Mars Rover Curiosity

Aconteceu nesta madrugada o pouso do veículo de exploração Mars Rover Curiosity, o maior e mais moderno de todos os jipes-robôs enviados a Marte. Foram 8 meses e 11 dias de viagem e 2,4 bilhões de dólares de investimento. Tenho certeza, porém, que o retorno será memorável.

Mars Rover Curiosity em etapa final de pouso. (Concepção artística. Fonte: NASA.)

Veja, a seguir, o que publiquei no Twitter durante a cobertura transmitida pela NASA TV, exibida ao vivo na capa do professorbira.com.

05/8/2012 – 22h12min: Só algumas poucas horas para o Curiosity pousar em Marte. A expectativa cresce!

05/8/2012 – 22h12min: O Mars Curiosity é o maior e mais complexo Rover já enviado pela NASA para uma missão não assistida.

05/8/2012 – 22h14min: O Mars Curiosity foi lançado em 26 de novembro de 2011. Mais de 8 meses de viagem para ir da Terra ao planeta vermelho.

05/8/2012 – 22h16min: Com 899kg de massa, o Mars Curiosity tem como principal objetivo analisar as condições de Marte abrigar, ou ter abrigado, formas de vida.

05/8/2012 – 22h17min: O Curiosity também vai analisar a superfície do planeta para determinar sua composição, as condições "geológicas" e o nível de radiação.

05/8/2012 – 22h19min: A previsão é de que o pouso do Curiosity aconteça às 2h30min da madrugada de segunda-feira, horário de Brasília.

05/8/2012 – 22h43min: Caso esteja acordado, você poderá assistir à cobertura ao vivo do pouso do Curiosity pela NASA TV, diretamente do professorbira.com.

05/8/2012 – 22h52min: A cobertura ao vivo pela NASA TV começará à meia-noite de segunda-feira, horário de Brasília. Acompanhe pelo professorbira.com!

05/8/2012 – 22h54min: Neste instante, a nave MSL, que transporta o Mars Curiosity, encontra-se a 50 000km da superfície do planeta vermelho.

05/8/2012 – 23h02min: Neste instante, a NASA TV mostra a simulação de como deve ser o pouso do Mars Curiosity. Assista agora pelo professorbira.com!

05/8/2012 – 23h34min: Tudo pronto para acompanhar, ao vivo, a cobertura do pouso do Mars Curiosity pela NASA TV.

NASA TV e a cobertura do pouso do Mars Curiosity.
05/8/2012 – 23h59min: Começando agora a cobertura ao vivo do pouso do Mars Curiosity, na NASA TV. Acompanhe pelo professorbira.com!

06/8/2012 – 0h09min: Os primeiros comentários ao vivo na cobertura da NASA TV estão previstos para a 0h30min.

06/8/2012 – 0h12min: A missão Mars Rover Curiosity tem como meta a busca de conhecimentos a respeito de Marte. Simples assim!

06/8/2012 – 0h34min: O astronauta Leland Melvin concede uma entrevista à NASA TV. Fala sobre a exploração espacial  e o programa educacional da NASA.

06/8/2012 – 0h37min: Programa educacional da NASA: estudantes respondem à pergunta sobre o que seria necessário para viver em Marte.

NASA TV: "O que é necessário para viver em Marte?"
06/8/2012 – 0h38min: Menos de duas horas para o pouso do Mars Curiosity.

06/8/2012 – 0h42min: Entrevista com o humorista Will.i.am, membro do Black Eyed Peas.

NASA TV: Will.i.am falando sobre educação e humor.
06/8/2012 – 0h48min: O nome do veículo, Curiosity, foi escolhido num concurso nacional. Na NASA TV, entrevista com Clara Ma, a vencedora.

NASA TV: Clara Ma, vencedora do concurso que nomeou o veículo.
06/8/2012 – 0h51min: Como parte do prêmio, Clara Ma visitou os laboratórios da NASA, participou de diversas atividades e conheceu pessoalmente o Curiosity.

06/8/2012 – 0h55min: Doug Ellison, produtor de visualização do JPL, entrevistado agora pela NASA TV.

06/8/2012 – 0h57min: Doug Ellison é o responsável por todo o material visual, como softwares e simulações, do JPL.

NASA TV: Doug Ellison, produtor visual do NASA JPL.
06/8/2012 – 1h: Uma hora e meia para o pouso do Mars Curiosity.

06/8/2012 – 1h02min: Uma curiosidade: os sinais enviados para a Terra a partir de Marte levam cerca de 14min para chegar aqui.

06/8/2012 – 1h14min: Mars Curiosity a 20 000km de Marte! Uma hora e 16 minutos para o pouso.

06/8/2012 – 1h15min: A partir de agora, o Curiosity está por conta própria. Não serão enviados mais comandos a partir da Terra. Que a Força esteja com ele!

06/8/2012 – 1h18min: RT @TeatroBonecos: Emocionante viver nessa época e poder acompanhar momentos históricos assim, ao vivo, na comodidade do lar. =) #curiosity #nasa

06/8/2012 – 1h31min: Uma hora para o pouso do Mars Curiosity. Se tudo correr bem, em até 3 dias teremos a confirmação enviada pelo rover!
Na verdade, a confirmação viria a acontecer logo após o pouso, pois tudo correu exatamente dentro do previsto. Poderia, porém, ter acontecido uma série de adversidades locais, planetárias e com os satélites, impedindo a transmissão imediata do sinal.
 06/8/2012 – 1h35min: Curiosity a cerca de 15 000km de Marte, aproximando-se a uma velocidade igual a 15 450km/h!

06/8/2012 – 1h42min: Todo o projeto do Mars Rover Curiosity foi concebido com uma margem de erro igual a zero! Compreensível, para um empreendimento de US$ 2,4bi!

06/8/2012 – 1h44min: Em cerca de 40min, a cápsula contendo o Mars Curiosity penetrará na atmosfera marciana.

06/8/2012 – 1h46min: É assim que estou trabalhando para registrar cada momento da chegada do Mars Curiosity a Marte. E mais a TV, é claro!

Minha estação de trabalho durante a cobertura.
06/8/2012 – 1h50min: Esta é a simulação da situação atual da cápsula em relação ao planeta. Uma viagem de quase 8,5 meses chegando ao fim.

Aproximação da cápsula com o Mars Curiosity. (Fonte: NASA.)
06/8/2012 – 1h54min: Trinta minutos para a entrada da cápsula na atmosfera de Marte. Últimas verificações em andamento.

06/8/2012 – 1h57min: Iniciada uma nova etapa nos comandos de pouso do Mars Curiosity, responsabilidade do módulo EDL.

06/8/2012 – 2h: Mars Curiosity a 8 000km de Marte!

06/8/2012 – 2h01min: Os integrantes do staff da missão começam a distribuir e comer amendoins, uma tradição do JPL.

06/8/2012 – 2h02min: A cápsula com o Mars Curiosity aproxima-se do planeta vermelho a mais de 16 000km/h! Cerca de 20min para a entrada.

06/8/2012 – 2h02min: RT @Cardoso: As missões Ranger 1 a 5 falharam. A 6 deu certo e alguém estava comendo amendoim, então associaram. Aí, sempre que tentam algo ousado, comem.

06/8/2012 – 2h05min: Menos de 30min para o pouso do Mars Curiosity.

06/8/2012 – 2h09min: Estamos muito perto da separação do módulo de cruzeiro. A partir de então, será somente a cápsula com o veículo em seu interior.

06/8/2012 – 2h12min: Pouco mais de 10min para a entrada na atmosfera marciana.

06/8/2012 – 2h13min: O satélite Mars Odissey já está posicionado para receber sinais do Curiosity e enviá-los à Terra.

06/8/2012 – 2h15min: Separa-se o módulo de cruzeiro. A cápsula vai por conta própria. Logo, entrada na atmosfera.

06/8/2012 – 2h15min: O staff aplaude o sucesso da separação do módulo de cruzeiro. Tudo segue bem no pouso do Mars Curiosity.

06/8/2012 – 2h17min: Pouco mais de 5min para a entrada na atmosfera de Marte.

06/8/2012 – 2h18min: Esta seria a visão, agora:

Pré-entrada da cápsula na atmosfera marciana. (Fonte: NASA.)
06/8/2012 – 2h18min: RT @MarsCuriosity: I feel lighter & faster already. Cruise balance masses ejected and Mars is pulling me in #MSL. (Já me sinto mais leve e mais rápido. As massas de equilíbrio de cruzeiro foram ejetadas e Marte está me puxando dentro do #MSL.)

06/8/2012 – 2h21min: Três minutos para a entrada!

06/8/2012 – 2h22min: É demais acompanhar isso!

Centro de controle do JPL e telemetria (simulada) da cápsula. (Fonte: NASA.)
06/8/2012 – 2h22min: E a cápsula está acelerando, impulsionada pelo campo gravitacional marciano.

06/8/2012 – 2h23min: Um minuto para a entrada!

06/8/2012 – 2h24min: A cápsula com o Mars Curiosity penetra na atmosfera marciana! Sete minutos para o pouso.

06/8/2012 – 2h25min: Estamos perto!

A cápsula já na atmosfera marciana. (Fonte: NASA.)
06/8/2012 – 2h26min: Durante a descida, a cápsula ajusta sua trajetória para atingir o ponto certo da superfície.

06/8/2012 – 2h27min: Estou realmente emocionado. Imagino a galera no JPL!

06/8/2012 – 2h27min: Odissey já está transmitindo sinais!

06/8/2012 – 2h28min: Pouco mais de 3min para o pouso.

06/8/2012 – 2h28min: Detalhe: na verdade, o Curiosity já está no solo. Só não sabemos como. Lembram-se dos 14min de delay? Physics rules!


06/8/2012 – 2h29min: O escudo de calor se separa.

06/8/2012 – 2h29min: Há confirmação da abertura do para-quedas!

06/8/2012 – 2h31min: Pouso iniciado.

06/82012 – 2h31min: Pouso!!!

06/8/2012 – 2h32min: Esperemos a confirmação pela Odissey.

06/8/2012 – 2h32min: Tenso...

06/8/2012 – 2h32min: Confirmado!!!

06/8/2012 – 2h32min: RT @MarsCuriosity: I'm safely on the surface of Mars. GALE CRATER, I AM IN YOU!!! #MSL (Estou em segurança na superfície de Marte. CRATERA GALE, ESTOU EM VOCÊ!!!)

06/8/2012 – 2h33min: Mars Curiosity está seguro na superfície do planeta vermelho!

06/82012 – 2h33min: Os sinais enviados pelo Curiosity à Odissey confirmam o pouso bem sucedido.

06/8/2012 – 2h34min: Confesso que algumas lágrimas abusadas apareceram por aqui.

06/8/2012 – 2h35min: Chegando as primeiras imagens!!! Reais, a partir de Marte, feitas pelo Mars Curiosity.

Primeiras imagens enviadas pelo Mars Curiosity, já na superfície de Marte. (Fonte: NASA.)
06/8/2012 – 2h36min: As primeiras imagens são ainda em baixa resolução, dos próprios pneus do jipe.

06/8/2012 – 2h37min: As primeiras imagens mostram que o pouso foi realizado corretamente. A posição dos pneus é a esperada.

06/8/2012 – 2h39min: RT @NASA: Here's one of the first images from @MarsCuriosity. (Aqui está uma das primeiras imagens do @MarsCuriosity.)

(Fonte: NASA.)
06/8/2012 – 2h40min: Está confirmado! O Curiosity está em Modo Superfície.

06/8/2012 – 2h40min: RT @TeatroBonecos: Somos seres bem-aventurados em uma época como nenhuma outra. Que noite mágica e inesquecível para mim... #curiosity

06/8/2012 – 2h41min: O staff da missão está confraternizando. Merecido!

NASA TV: confraternização entre os membros da equipe. (Fonte: NASA.)
06/8/2012 – 2h42min: Congratulations, @NASAJPL! That is well done Science! That is human capacity under proof! Thanks a lot!!! (Parabéns, @NASAJPL! Isso é ciência bem feita! Isso é a capacidade humana à prova! Muito obrigado!!!)

06/8/2012 – 2h43min: Muito bem... Vou ficando por aqui. Logo mais preciso acordar, pois um longo dia de trabalho me espera. Boa noite a todos!

06/8/2012 – 2h43min: RT @MarsCuriosity: You asked for pics from my trip. Here you go! My 1st look (of many to come) of my new home... MARS!!! #MSL (Vocês pediram fotografias de minha viagem. Aí via! Minha primeira vista (de muitas a vir) de minha nova casa... MARTE!!! #MSL)


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Opa! Água na Lua!

Pesquisadores da NASA publicaram no periódico científico Nature fortes evidências da existência de gelo no fundo de uma cratera localizada próximo ao polo sul lunar.

A cratera Shackleton, no polo sul lunar. Imagem produzida pelo Virtual Moon Atlas, disponível em http://www.astrosurf.com/avl
Segundo dados coletados pelo satélite LRO – Lunar Reconnaissance Orbiter –, em órbita ao redor da Lua, até cerca de 22% do material superficial presente na cratera Shackleton é constituído de gelo. Como consequência da inclinação do eixo de rotação lunar e de sua localização, o fundo da cratera está permanentemente na sombra, o que torna as temperaturas muito baixas. Isso seria fator determinante para o acúmulo de tal quantidade de gelo nesse local.

Quem sabe, num futuro próximo, seja possível a exploração da Lua como fonte de água para uma base de pesquisa instalada no satélite? Definitivamente, isso tornaria muito mais fácil o desenvolvimento da pesquisa espacial.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A evolução da Lua

Você já parou por um tempinho e ficou olhando a Lua? Já notou realmente a beleza de nosso satélite natural?

Bem, faço isso direto! E nunca deixo de imaginar como aquele belo “pedaço de rocha” se tornou o que é hoje.

A NASA, agência espacial estadunidense, resolveu brindar-nos com uma animação fantástica, que exibe todas as transformações sofridas pela Lua desde sua formação até os dias de hoje, com todo o seu encanto.

São apenas 2min 42s, e vale muito a pena ver! Divirta-se!


domingo, 4 de dezembro de 2011

Tirinha #10 – Plutão


By biraneves | View this Toon at ToonDoo | Create your own Toon
Diálogo real em sala de aula. :)

Plutão é um planeta-anão localizado a 40,7UA (unidades astronômicas) do Sol. Foi descoberto em 1930 por Clyde W. Tombaugh, e tem um período orbital de 248 anos. Com 3 luas conhecidas, apresenta uma temperatura média em sua superfície igual a –229°C.

O nome Plutão foi sugerido por Venetia Burner, uma menina de Oxford com 11 anos de idade, que se interessava por Astronomia e Mitologia Clássica. Ela achou o nome adequado pois, pela distância do corpo recém-descoberto, ele deveria ser escuro e gelado e, na mitologia romana, Plutão é o deus do submundo.


Você é personagem desta tirinha?

Aproveite e compre a camiseta exclusiva do professorbira.com!


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E a faixa de Júpiter está voltando!

Lembram-se da faixa escura do hemisfério sul de Júpiter, que havia desaparecido desde o fim do ano passado e chegou a ser tema de questão do ENEM 2010? Então, pelo que mostram as observações feitas no Observatório Gemini (EUA), a faixa está reaparecendo.

Faixa escura reaparecendo em Júpiter. (Fonte: Gemini Obs.)
Imagens em infravermelho (falsa cor vermelha na fotografia acima) mostram um poderoso sistema de tempestade agindo na região, dispersando as nuvens claras de amônia, permitindo-nos visualizar novamente as nuvens escuras abaixo.

Percebem como o Universo é fascinante e dinâmico? Por muito pouco, aquela questão não teria existido!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Você sabe o que são Raios Cósmicos Galácticos?

Raios cósmicos. (Fonte: APOD/NASA.)
Raios Cósmicos Galácticos (RCG) são, na verdade, partículas de alta energia provenientes de regiões localizadas fora do sistema solar. Essas partículas podem ser prótons, antiprótons, elétrons, pósitrons (antielétrons) e núcleos atômicos. A origem dessas partículas é desconhecida, mas especula-se que podem ser provenientes de estrelas, durante o processo de fusão nuclear, ou podem resultar de explosões de supernovas. Independentemente da origem ou da natureza, a mais importante característica dos RCG é seu altíssimo nível de energia, da ordem de 103eV até mais de 1020eV.

O elétron-volt (eV) é uma unidade de medida de energia muito utilizada no estudo da física de partículas por ser de mais fácil escrita e compreensão. Corresponde à energia adquirida por uma carga de prova com quantidade de carga igual a 1,6 × 10−19C quando submetida a uma diferença de potencial igual a 1V. Portanto, 1eV = 1,6 × 10−19J.

Como as partículas que constituem os RCG são eletricamente carregadas, sofrem a influência de campos magnéticos diversos existentes pela galáxia e dentro do sistema solar. Como consequência, é impossível determinar sua rota exata e, por conseguinte, sua origem.

As camadas mais externas da atmosfera de nosso planeta são constantemente bombardeadas por RCG. Por causa das diversas camadas atmosféricas e pela existência de um escudo magnético na Terra (cinturões de Van Allen), estamos protegidos contra a ação dessas partículas na superfície. Por outro lado, durante uma viagem espacial ou permanência em um local desprovido de atmosfera e magnetismo – a Lua, por exemplo – a ação dessas partículas pode vir a causar danos. É isso, associado ao fato de que o planeta recebe 100 partículas por metro quadrado por segundo, que torna importantíssimo o estudo dos RCG, para que possamos compreender seus efeitos.

Adaptado de Galactic Cosmic Rays, disponível em http://crater.unh.edu/science_gcr.shtml.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

E a faixa de Júpiter?

Júpiter, o maior planeta do sistema solar, é um gigante gasoso que impressiona pelos seus números. Com massa igual a 1,9 × 1027kg (quase 320 vezes maior que a da Terra) e raio igual a 71 492km (11 vezes maior que o da Terra), apresenta 63 satélites conhecidos ao seu redor, quatro dos quais visíveis através de lunetas simples em noites sem Lua e sem nuvens.

Júpiter em julho de 2009.
Sua atmosfera apresenta uma alternância bem característica de faixas claras e escuras, além de alguns turbilhões, o maior dos quais é a grande mancha vermelha no hemisfério sul.

As faixas claras, denominadas zonas, são constituídas por nuvens de grande altitude, compostas principalmente por cristais de gelo de amônia. As faixas escuras, por outro lado, são denominadas cintas e apresentam nuvens de baixa altitude constituídas principalmente por compostos de enxofre e fósforo.

Essas faixas e turbilhões apresentam fenômenos meteorológicos severos em comparação com aqueles da Terra, com ventos de cerca de 560km/h. Consequentemente, a configuração e a composição química atmosféricas são bastante dinâmicas, mudando ao longo do tempo. Isso aconteceu, por exemplo, na última passagem do planeta por trás do Sol, em relação a nós.

Júpiter em maio de 2010.
A primeira cinta escura do hemisfério sul simplesmente desapareceu, dando lugar a uma faixa mais clara. Ora, temos aí algo que se parece com uma alteração da composição química dessa região, esperada por causa dos movimentos de circulação atmosférica. E é claro que, se houve alteração da composição química, espera-se que tenham ocorrido também mudanças na densidade do local. Muito provavelmente, camadas de nuvens de cristais de amônia ocuparam essa região do planeta, impedindo, assim, a visualização das nuvens escuras mais baixas.

Muito bem… Na prova do primeiro dia do ENEM 2010 apresentou-se uma questão em que se solicitava a explicação para tal fenômeno.


Notem como não há uma alternativa que explique o fato da melhor forma. Em princípio, houve uma redistribuição das nuvens. Porém, se nos preocuparmos em escolher uma explicação dentre as apresentadas, duas são plausíveis: D e E. Mas seria interessante destacar que não houve alteração da composição química ou da densidade das nuvens, mas da região.

Enfim, uma explicação definitiva para esse fenômeno só será possível após estudos mais aprofundados sobre a atmosfera joviana, possíveis após a análise dos dados enviados por atuais e futuras sondas que passem pelo planeta.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Por que jornalistas deveriam saber o básico de Física e outras ciências?

É de minha sincera opinião que conhecimento nunca é demais. Inclusive aquele conhecimento que aparentemente não nos acrescenta nada, por não integrar o currículo de nossa formação, ou futura formação profissional.

O conhecimento básico de ciências, principalmente para jornalistas que escrevem sobre o tema, evitaria alguns erros crassos em notícias, como a que apresentarei a seguir.

No dia 19 de outubro de 2010, a agência EFE publicou uma notícia, reproduzida por diversos órgãos brasileiros de imprensa, sobre uma mudança na altitude da órbita da Estação Espacial Internacional (ISS). Eis a reprodução de um trecho do referido texto:
” (…) ‘como resultado da manobra, a velocidade de voo da estação aumentará em 0,5 metro (sic) por segundo’ e que a altura média da órbita terá sido elevada em 900 metros até os 353,3 quilômetros.”
Ora, o conhecimento básico da 3.ª lei de Kepler, ou Lei Harmônica, levaria qualquer jornalista atento e cuidadoso a consultar um especialista antes de publicar, ou republicar, esse trecho. Segundo essa lei, para um dado corpo central – a Terra, no caso da ISS -, o quadrado do período orbital e o cubo do semieixo maior da órbita são diretamente proporcionais.

T2 = k R3.

Isso significa que, quanto maior o raio médio da órbita, maior será o período orbital e, consequentemente, menor será a velocidade de translação do corpo. Portanto, o aumento da altura média da órbita em 900m levaria a uma diminuição da velocidade de voo da estação.

Podemos demonstrar isso facilmente, lançando mão da Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton. Consideremos centrípeta a força de atração gravitacional exercida pela Terra sobre a ISS:


Consideremos:
  • Constante gravitacional universal: G = 6,67 × 10−11N m2/kg2;
  • Massa da Terra: M = 6,0 × 1024kg;
  • Raio médio da órbita da ISS: R = RT + h, onde RT é o raio da Terra, 6,4 × 106m = 6 400 × 103m, e h é a altura da órbita.
Segundo a notícia, após a elevação a altura da órbita passou a ser h2 = 353,3 × 103m. Então, antes da elevação, a altura da órbita era h1 = 353,3 × 103 − 0,900 × 103 = 352,4 × 103m. Então,
  • Raio médio da órbita antes da elevação: R1 = 6 400 × 103 + 352,4 × 103 = 6 752,4 × 103m;
  • Raio médio da órbita após a elevação: R2 = 6 400 × 103 + 353,3 × 103 = 6 753,3 × 103m.
Calculemos, então, a velocidade da ISS antes da elevação da órbita:


Do mesmo modo, a velocidade da ISS após a elevação da órbita é dada por:


Assim, fica evidente que a variação da velocidade foi:


Portanto, como explicado anteriormente, a elevação da órbita implica uma diminuição da velocidade, com valor compatível ao apresentado pelo texto da notícia.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

As Plêiades

Li há pouco, no blogue da prof.ª Rosangela Corinaldesi, Momento Literário, um poema cuja autoria é atribuída a Safo de Lesbos, poetisa grega nascida por volta de 612 a.C.

O poema faz referência às Plêiades, e imediatamente remeteu-me à Astronomia, pois trata-se de um aglomerado de estrelas relativamente jovens, localizado na constelação de Touro e visível à vista desarmada.

As Plêiades são também conhecidas como sete irmãs, e são constituídas por estrelas azuis muito quentes e com idade de cerca de 100 milhões de anos. Sim, são estrelas relativamente jovens; considere que o Sol tem cerca de 5 bilhões de anos! Esse aglomerado estelar é bem visível no céu noturno durante o verão, no hemisfério sul.

O valor mais aceito atualmente para a distância dessas estrelas até nós é de cerca de 135 parsecs, o que representa aproximadamente 440 anos-luz. Em outras palavras, a luz que recebemos das Plêiades hoje levou cerca de 440 anos para chegar à Terra!

Apesar da existência de nove estrelas muito brilhantes, o aglomerado é constituído por cerca de 1 000 membros, incluindo muitas anãs marrons. Dependendo das condições de observação, 14 estrelas podem ser vistas a olho nu. As sete irmãs, que são uma referência à mitologia grega, são: Sterope, Merope, Electra, Maia, Taygete, Celeno e Alcione. As duas outras estrelas bem brilhantes são seus pais, Atlas e Pleione.

Para concluir, reproduzo aqui um trecho do poema de Safo que faz referência a essas estrelas bem interessantes:

“A lua já se pôs,
as Plêiades também;
é meia-noite; foge o tempo,
e deitada estou, sozinha.”

terça-feira, 11 de maio de 2010

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