domingo, 26 de setembro de 2010

Como se forma uma tempestade de granizo?

No último dia 21 de setembro, os guarulhenses foram surpreendidos por uma grande tempestade de granizo, que destruiu lojas, casas e automóveis, e cobriu parte da cidade com uma espessa camada de gelo.


Mas como se forma uma tempestade de granizo?

Assista a este vídeo fantástico do History Channel que explica, através de computação gráfica, como se formam tais tormentas.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

E a diversão continua... Até sobre pregos!

Nesta semana, os alunos do 9.º ano concluíram seus estudos sobre pressão, realizando algumas atividades práticas simples sob a orientação do prof. Bira.

Graças à preciosa ajuda da rapaziada da manutenção – Dedé e Jai – os alunos puderam ter contato com um banco de pregos!


Após terem estudado os fundamentos teóricos nas aulas com o prof. Bira, os alunos aprenderam que:

  • quanto maior a área da superfície sobre a qual se aplica uma força, menor a pressão;
  • quanto maior a profundidade de um ponto no interior de um líquido, maior a pressão.

As atividades da semana iniciaram-se com a demonstração da dependência da pressão hidrostática em relação à profundidade. Material? Uma garrafa PET furada.


A partir de sua própria observação, os alunos perceberam que a água saía da garrafa com “mais força” pelo orifício mais baixo, visualizando com clareza a relação entre profundidade e pressão. Observaram também que, conforme a água escoava, a altura da coluna líquida diminuía, diminuindo também o alcance do esguicho d’água.

Com outra demonstração também simples, entenderam a necessidade da existência de uma diferença de pressões para que um líquido suba por um canudinho. Trabalhinho simples e divertido, pois o aluno surpreende-se quando não consegue sugar o líquido, apesar da força aplicada.



Por fim, “as crianças” foram desafiadas a sentar-se sobre um banquinho de pregos. Todos conheciam estórias sobre faquires, “poder da mente sobre o corpo” e outras crendices. Assim, após uma explicação básica a respeito da distribuição do “peso” sobre muitos pregos, tendo como consequência a diminuição da pressão sobre cada ponta, o prof. Bira gentilmente convidou seus alunos a brincarem de faquir.





Enfim, mais diversão com muitas risadas numa simples aula de Física!

sábado, 28 de agosto de 2010

O que é uma quimera?

Visitar o blogue de minha colega, prof.ª Rosangela – Momento literário – tornou-se um hábito. Há sempre algo interessante para ler e, apesar de fazer muitas piadas, gosto muito de literatura.

Em minha última olhada, encontrei um texto sobre Augusto dos Anjos, o mais mórbido dos poetas brasileiros. Ali estava, também, o poema Versos íntimos, do qual destaco sua primeira estrofe:


Mas o que é uma quimera?

Em princípio, essa palavra remonta à mitologia grega, referindo-se a um animal fantástico lançador de fogo, proveniente das montanhas da Lícia, na Ásia Menor. Sua característica marcante é o fato de seu corpo ser uma composição de partes de diferentes animais: um corpo de leão com a cauda terminando em cabeça de serpente, de cujas costas saía uma cabeça de bode.

Quimera de Arezzo.

A partir daí, a palavra passou a ser usada para indicar quaisquer misturas: de ideias, de palavras, de estruturas.

Na arquitetura, por exemplo, o termo refere-se a uma escultura decorativa adicionada a edifícios, usualmente chamada de gárgula.

Uma gárgula.

Na Biologia, o termo pode referir-se a:

  • organismo animal com células geneticamente distintas, oriundas de zigotos diferentes (Genética);
  • organismo vegetal com células geneticamente distintas, normalmente provenientes de um único zigoto, mas que sofreram mutações (Botânica);
  • um vírus que contém material genético proveniente de um outro organismo (Virologia);
  • uma proteína produzida a partir de genes que se fundiram (Biologia Molecular);
  • um fóssil construído com partes de diferentes animais (Paleontologia).

Para encerrar, não posso deixar de referir-me à Zoologia. Chama-se quimera um peixe cartilaginoso da ordem Chimaeriformes, relacionado ao tubarão, cujo corpo parece, de fato, uma composição de diferentes animais.

Chimaera.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Atividade: pássaro do equilíbrio

Baixe o molde, imprima-o e monte o seu próprio pássaro do equilíbrio!

> Molde do pássaro do equilíbrio


Os alunos dos 9.os anos do Ensino Fundamental divertiram-se construindo um “pássaro do equilíbrio”, com o objetivo de aprender conceitos de equilíbrio estático dos corpos. Siga na leitura para ver o álbum de fotos.



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

As Plêiades

Li há pouco, no blogue da prof.ª Rosangela Corinaldesi, Momento Literário, um poema cuja autoria é atribuída a Safo de Lesbos, poetisa grega nascida por volta de 612 a.C.

O poema faz referência às Plêiades, e imediatamente remeteu-me à Astronomia, pois trata-se de um aglomerado de estrelas relativamente jovens, localizado na constelação de Touro e visível à vista desarmada.

As Plêiades são também conhecidas como sete irmãs, e são constituídas por estrelas azuis muito quentes e com idade de cerca de 100 milhões de anos. Sim, são estrelas relativamente jovens; considere que o Sol tem cerca de 5 bilhões de anos! Esse aglomerado estelar é bem visível no céu noturno durante o verão, no hemisfério sul.

O valor mais aceito atualmente para a distância dessas estrelas até nós é de cerca de 135 parsecs, o que representa aproximadamente 440 anos-luz. Em outras palavras, a luz que recebemos das Plêiades hoje levou cerca de 440 anos para chegar à Terra!

Apesar da existência de nove estrelas muito brilhantes, o aglomerado é constituído por cerca de 1 000 membros, incluindo muitas anãs marrons. Dependendo das condições de observação, 14 estrelas podem ser vistas a olho nu. As sete irmãs, que são uma referência à mitologia grega, são: Sterope, Merope, Electra, Maia, Taygete, Celeno e Alcione. As duas outras estrelas bem brilhantes são seus pais, Atlas e Pleione.

Para concluir, reproduzo aqui um trecho do poema de Safo que faz referência a essas estrelas bem interessantes:

“A lua já se pôs,
as Plêiades também;
é meia-noite; foge o tempo,
e deitada estou, sozinha.”
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